
Na calmaria de um turbilhão de pensamentos, deitado sobre uma cama de lençóis amarrotados, meu coração pulsava forte. Era você novamente invadindo minha mente, mente fria, mente medrosa, uma mente que agora era só sua. Mordia a ponta do travesseiro, apertava os olhos com medo de que você pudesse sair de lá sem me avisar. De qualquer forma, você teria que ir, o sol já estava raiando e logo eu teria que me levantar. Que pena! Meu amor se fora... Calma, fecho os olhos mais uma vez na tentativa de te vê só mais uma vez até o minuto pra eu despertar. Não adiantou. Então la se ia um corpo, enfrentar o dia-a-dia. Tomo banho, como, trabalho. Cadê você? Dentro de mim, é claro. Vou parar agora de te imaginar e de pensar o quão seria ótimo se você fosse de verdade, pra mim já chega. Não me visite, não me procure mais. Vou permanecer de olhos abertos, até que você note que eu não te quero mais, nunca mais. Já era tarde, hora de me deitar. Deitei. Pensei em você e dormi. Dessa vez não tive mais pensamentos, nem lençóis amarrotados, só tinha eu sozinho, calado, triste. Minha mente já não era mais sua, nem minha. De quem seria? Porque te mandei ir embora? O vento soprou frio e calmo, passou entre meus cabelos e uma voz suave sussurrou baixinho em meu ouvido: Liberte-me. E assim me senti como uma folha ao vento livre, solta pra cair onde bem desejar. Confesso, não foi fácil, mas foi delirante.
conheço essa foto....................
ResponderExcluirGOSTEI DO BLOG *-*
Profundo, hein? haha =*
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